Com leilões estaduais sendo postergados e editais revistos, acendeu-se o sinal amarelo no setor, que debate as perspectivas no VII Fórum Novo Saneamento
Afinal, o país vai mesmo conseguir chegar à universalização de água e esgoto até 2033, conforme indica a lei?
Com a expectativa de endereçar respostas a esse impasse, nos dias 12 e 13 de maio São Paulo recebe o VII Fórum Novo Saneamento, com a presença de executivos do setor – incluindo presidentes de companhias estaduais de Goiás, Paraná, Espírito Santo e Alagoas –, políticos e especialistas em regulação.
“Quem está no dia a dia da operação sabe que o setor busca soluções mais efetivas”, comenta Carlos Lebelein, especialista da LMDM Consultoria.
“Desde o novo marco legal, em 2020, houve avanços regionais significativos, mas o desafio é tornar o serviço uniforme em todas as regiões do país, principalmente no Norte e Nordeste”, avalia.
Segundo ele, as obras ainda estão muito concentradas em regiões especificas (Sul, Sudeste e Centro-Oeste).
“Precisamos acelerar as obras nas regiões Norte e Nordeste para que alcancemos um nível de serviço mais homogêneo no setor, sem tantas desigualdades entre as regiões do país”, completa.
Além de investimento – estima-se que o Brasil precise aplicar R$ 500 bilhões no setor até a universalização –, Lebelein aponta como prioridade o fortalecimento das agências reguladoras infranacionais (estaduais e municipais) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) na edição de normas de referência, garantindo estabilidade regulatória e segurança jurídica.
“Desde que passamos a organizar o Fórum, nunca tivemos um momento tão importante para discutir os rumos do saneamento como agora”, reforça Vinnícius Vieira, organizador do evento.
Mais informações podem ser conferidas no site do evento.
Fonte: Revista Grandes Construções — Por Assessoria de Imprensa — 07/05/2026