O Quintas da CBIC desta semana tratou sobre “A digitalização do mercado imobiliário brasileiro no Blockchain” – sistema que permite rastrear o envio e recebimento de alguns tipos de informações pela internet. O debate foi mediado pelo presidente do Sinduscon-Rio, Cláudio Hermolin, e contou com a participação do CEO Founder da Growth Tech, Hugo Pierre, do diretor da Academia Ademi Paraná, Ricardo Reis, e do advogado sênior do Machado Meyer Advogados, Marcelo Castro Filho.

De acordo com Hugo Pierre, Blockchain é uma tecnologia que tem o potencial de distribuir os registros e torná-los digitais. “É como um grande cartório virtual e universal. Já a tokenização, é a representação de algum ativo nesse Blockchain”, disse. A tokenização transforma qualquer tipo de ativo em tokens, como imóveis.

O diretor da Academia Ademi Paraná, Ricardo Reis, afirmou que o Blockchain traz mais transparência ao mercado. “Outro destaque é a liquidez. Você consegue acelerar os processos, dividir os imóveis, fracioná-los. Assim como o fundo imobiliário divide um grande prédio em cotas, pode dividir um apartamento em cotas, como tokens. Ou seja, na tokenização você meio que transforma um imóvel em uma ficha. E essa ficha é o token”, explicou.

Segundo o advogado Marcelo Castro Filho, o mercado imobiliário é um dos mais promissores em termos positivos para a transformação pelo Blockchain. “Essa ferramenta garante desburocratização do mercado, uma aceleração dos procedimentos, traz maior segurança e maior confiabilidade para os registros. As soluções baseadas em Blockchain podem dar maior liquidez para os negócios imobiliários. Podem permitir, no futuro, talvez, a possibilidade de fracionamento dos imóveis e a venda dos tokens correspondentes. Além disso, pode diminuir a falha de mercado”, explicou.

Para começar a ter essa experiência, Pierre reiterou que é preciso ter vontade e utilizar na prática. “Existem vários cenários. A tokenização é um dos cenários, mas existe automação de contratos, automação de assinaturas, identidade digital de atores com quem você negocia dentro desse ciclo de corporação. Além disso, existe a questão da securitização, da antecipação dos recebíveis de uma forma mais utilizada, a contratação de fornecedores, entre outros. Minha recomendação é: comecem, experimentem, testem. O token é um possível caso de teste, mas tem todo um ambiente ainda para ser testado”, afirmou.

Reis mencionou que as ferramentas facilitarão para todos. “Tudo que é mais fácil, mais barato e mais rápido, entra com mais rápido no mercado. Vai transformar, no sentido positivo, vai acelerar a liquidez e facilitar o que hoje ainda é um pouco mais difícil”, disse.

Castro Filho destacou que as instituições perceberam o movimento. “Estamos caminhando nessa direção. Quem aproveitar a crista da onda vai ter bastante espaço para trabalho e emprego no futuro. Sem sombra de dúvida, isso vai ser muito bacana. Eu acredito que o futuro vai ser em Blockchain”, finalizou. Além disso, o advogado afirmou que a Blockchain fornece uma camada de segurança muito maior que protege a informação e não permite que isso possa ser fraudado. A conclusão foi a afirmação da compatibilidade entre Blockchain e segurança da informação.

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O evento tem interface com o projeto “Melhorias para Mercado Imobiliário”, da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC, em correalização com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).


Fonte: Agência CBIC , 04/08/2022