dólar comercial mantém o viés de alta moderada na tarde desta sexta-feira, com o mercado de câmbio doméstico sucumbindo ao clima mais geral de cautela observado no exterior, que faz o dólar voltar aos maiores patamares desde abril contra as divisas desenvolvidas.

Por volta das 16 horas, a moeda americana marcava R$ 5,0627, elevação de 0,80%, já distante da mínima intradiária de R$ 4,9824 vista no início do dia. No mesmo horário, o índice DXY da ICE avançava 0,35%, aos 92,21 pontos, nos maiores patamares desde meados de abril.

Mesmo com a alta de hoje, o dólar acumula uma queda de 1,20% na semana. O real é, desta forma, a única das 33 divisas mais negociadas do planeta a registrar valorização contra a moeda americana no período.

A razão de tal performance é a postura mais dura do Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião da última quarta-feira, que isolou o real da onda de cautela gerada pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano).

A postura mais dura do Fed foi reforçada hoje pelo presidente do escritório de St. Louis, James Bullard. O dirigente afirmou que a a discussão sobre alta de juros está em aberto e um aperto monetário pode ocorrer já em 2022.

A política monetária mais restritiva no Brasil ajuda a preservar o bom momento do real, "que também recebe suporte no curto prazo de preços mais altos de commodities e da recuperação cíclica”, nota o TS Lombard.

 

Fonte: Valor Econômico - Finanças, por Marcelo Osakabe, Valor — São Paulo, 18/06/2021