Na esteira da retomada do auxílio emergencial, as micro e pequenas empresas tiveram melhora de confiança em abril. Segundo a pesquisa Sondagem Econômica MPE, realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas (Sebrae) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança de Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) de abril apresentou uma alta de 6,6 pontos e atingiu o patamar de 88,1, de acordo com o estudo. Como está abaixo de 100 pontos, o indicador ainda não aponta otimismo das empresas de menor porte.

Segundo o documento, a melhora do IC-MPE deve-se, sobretudo, ao aumento do índice de expectativas, que subiu 10,4 pontos e chegou ao patamar de 87,1 pontos. Há uma leitura de que nos próximos três meses haverá aumento da demanda, impulsionando os negócios.

Em nota, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, destaca a recuperação da confiança no comércio e no setor de serviços. Ele lembra, porém, que, apesar de a indústria de transformação ter apresentado um arrefecimento, o índice está acima dos demais setores econômicos.

O índice de confiança da indústria caiu pela quinta vez consecutiva e recuou 0,9 ponto, para 95,8 pontos, atingindo o menor nível desde junho de 2020 (75,5 pontos). O do comércio cresceu 11,6 pontos, passando de 68,3 pontos para 79,9 pontos. E o de serviços avançou 4,6 pontos, depois de duas quedas consecutivas, atingindo o valor de 79,7 pontos.

“A continuidade desta recuperação dependerá de programas de manutenção de emprego e auxílio às empresas; sinalizações mais positivas em relação à pandemia, como a ampliação do programa de vacinação e novos programas para micro e pequenas empresas”, afirmou Melles, na nota.

Apesar da melhora da confiança das empresas de menor porte, o nível delas está abaixo do índice geral, que em abril marcou 90,8 pontos, também com alta, de 4,8 pontos, ante março.

O índice de expectativas apresentou alta mais intensa que do que o índice de situação atual, que teve elevação de 1,5 ponto (para 84,5 pontos), mas ambos permanecem abaixo do nível considerado neutro, ou seja, a situação ainda é negativa para esse grupo de empresas.

 
 
 

Fonte: Valor Econômico - Brasil, por Fabio Graner — De Brasília, 12/05/2021