otimismo dos empresários da construção civil melhorou em fevereiro, apesar da atividade no setor permanecer em retração até o mês passado. O Índice de Confiança (Icei) da construção subiu 0,8 ponto para 56,6 pontos no mês, terceiro avanço consecutivo do indicador, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A melhora na percepção se deu, de acordo com a CNI, em relação à situação corrente dos negócios, que ficou menos negativa em fevereiro. O Índice de Condições Atuais avançou 2,1 pontos para 49,6. Apesar da alta, segue abaixo dos 50 pontos, indicando piora nos negócios. Já as expectativas subiram 0,2 ponto, para 60,1 pontos, considerada estabilidade em relação a janeiro.

Em nota, a CNI destaca que o empresário espera para os próximos seis meses mais dinamismo no nível de atividade, no número de novos empreendimentos e serviços, da compra de insumos e do número de empregados.

O índice de expectativa em relação ao nível de atividade subiu 1,2 ponto, para 58,5 pontos, enquanto o de compra de insumos e matérias-primas subiu em 1,0 ponto, para 56,9 pontos. O índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços subiu 0,8 ponto, para 56,6 enquanto o índice de expectativa do número de empregados subiu, mais timidamente, 0,4 ponto, para 55,9 pontos.

Na direção contrária, a intenção de investimento na indústria da construção caiu 1,2 ponto, para 43,6 pontos.

Janeiro

A despeito das expectativas melhores, janeiro apresentou retração no nível de atividade, ao registrar 47,4 pontos, abaixo da linha divisória dos 50 pontos. A CNI destaca, no entanto, que é o melhor nível para o mês de janeiro desde 2010 (quando registrou 50,8 pontos). “A queda do nível de atividade na virada do ano foi menos intensa que em anos anteriores”, diz a confederação.

O índice do número de empregados ficou em 47,9 pontos, abaixo da linha divisória que separa aumento da queda do emprego, demonstrando recuo do número de empregados em janeiro frente a dezembro.

Também recuou em janeiro a Utilização da Capacidade Operacional (UCO), em 1 ponto percentual em relação a dezembro, para 65%. Mesmo assim, foi a maior UCO para o mês desde 2014, quando se situava em 70%.

O empresário espera para os próximos seis meses mais dinamismo no nível de atividade, aponta CNI — Foto: Reprodução/Flickr/cbicfotos

 

Fonte: Valor Econômico - Brasil, por Valor — São Paulo, 17/02/2022