Custos em alta e confiança em baixa

Sondagem capta efeitos do aumento dos insumos

Em abril, o INCC-M deu um salto, analisa o ConstruCarta. A taxa de 1,04% representou um acréscimo de 0,68 ponto percentual em relação ao resultado de março, configurando a maior taxa mensal desde julho de 2022.

Segundo a publicação, a aceleração era esperada, uma vez que vários produtores já haviam anunciado aumentos – alguns com validade desde o final de março. O INCC-10 também já havia captado parcialmente as altas. Assim, a principal contribuição, dessa vez, teve origem no componente Materiais e Equipamentos.

O aumento médio dos insumos no mês foi de 1,40%, com itens de peso relevante no orçamento de obras como cimento, bloco de concreto, tubos de PVC e vergalhões encabeçando o ranking das variações no mês.

Já a Sondagem da Construção realizada pelo FGV/Ibre – prossegue o ConstruCarta – registrou um aumento expressivo de assinalações no quesito Custo da Matéria Prima como fator limitativo aos negócios, que se somado às assinalações em Custo da Mão de Obra alcançam 42,3%, o que faz com que o quesito Custos supere a menção à escassez de mão de obra.

A queda na confiança setorial ocorre em meio a projeções mais favoráveis em relação aos investimentos. Em abril, as atualizações de faixa de renda e valor de imóvel do programa Minha Casa, Minha Vida não foram suficientes para compensar os efeitos da alta dos custos sobre a confiança. De fato, é um contraponto importante, pois as empresas não esperavam esse movimento.

Leia o ConstruCarta.

 

 

 

Fonte: Sinduscon-SP — Por Rafael Marko — 28/04/2026

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