A possibilidade de um crescimento na economia em torno de 2,5% para 2022 é possível em modelo que leva em conta não somente desempenho macroeconômico, como também a produtividade de diferentes segmentos da economia, como de telecomunicações, por exemplo, segundo o secretário especial do Ministério da Economia, Carlos Da Costa.

Ele comentou que muitas projeções de crescimento econômico são embasadas em modelos viciados de estimativas, estagnadas, referentes a um “Brasil antigo”, nas palavras do secretário, que não levam em conta avanços em setores como de telecomunicações, por exemplo.

No entendimento dele, quando se é mencionado crescimento de 2,5% no ano que vem, é levado em conta dados de macroeconomia e de produtividade. "Fomos um dos países que mais cresceram em competividade digital", comentou ele.

Da Costa deu as declarações no evento virtual “Painel Telebrasil 2021”, organizado por Conexis Brasil Digital, sindicato patronal que reúne as operadoras de telecomunicações, e a Telebrasil, Associação Brasileira de Telecomunicações.

No evento, o secretário fez um grande restrospecto das decisões de política pública relacionada ao setor de telecomunicações, como novo marco regulatório para o setor, delineado pelo governo. “O marco das telecomunicações faz com que o setor esteja mais livre, para empreender e crescer”, pontuou.

Ele lembrou que o governo trabalha em lei padrão de antenas para municípios, para trazer mais segurança ao setor. Ele informou ainda que o governo ainda busca racionalizar a tributação do setor de telecomunicações para desonerá-lo e ampliar investimentos.

Ainda de acordo com o secretário, para expandir conectividade no país, na área de telecomunicações, o governo tem atuado em várias frentes, como regulamentação e aumento da produtividade do setor.

 

Fonte: Por Alessandra Saraiva, Valor — Rio, 21/09/2021