O prefeito Fernando Haddad (PT) vai rever projetos de parte do Arco do Futuro, uma de suas principais promessas na campanha eleitoral.

Na lista de metas para 2014, publicada ontem em anexo à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), a prefeitura afirma que serão revistas duas importantes obras viárias que dão suporte à ideia do arco.

O poder público não detalhou como será essa revisão.

O Arco do Futuro é o nome dado pela gestão petista a um grande plano de reforma urbana ao longo de grandes avenidas. Uma das linhas-mestras é a marginal Tietê, que está, do ponto de vista geográfico, na parte central do projeto.

A revitalização da região passa exatamente pela construção dos chamados apoios norte e sul da marginal, duas grandes obras viárias previstas desde a gestão anterior.

São justamente esses dois projetos, segundo as metas da prefeitura para 2014 divulgadas ontem, que serão revistos.

O apoio sul seria uma via paralela à marginal, de 8,4 km, da avenida Santos Dumont à avenida Aricanduva.

Ao norte, haveria outra via, de 17,5 km, interligando a Via Dutra à região de Pirituba.

No início do ano, um mês após tomar posse, Haddad publicou edital para que as empresas interessadas em revitalizar os arredores do Tietê, inclusive as margens do rio, apresentassem propostas.

A área em questão tem 6.000 hectares, o que equivale a 40 parques Ibirapuera.

A atual gestão defende a ideia de que o Arco do Futuro não é um conjunto de obras, mas uma forma de repensar a ocupação territorial de São Paulo, onde o transporte sobre rodas não é prioridade.

Por tratar-se de uma área enorme, e de um projeto considerado ousado por urbanistas, o próprio secretário de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco, sabe que tudo apenas dará certo com o envolvimento de empresas de construção civil.

O anexo à LDO publicada ontem inclui ainda um projeto piloto de ônibus 24 horas nas prioridades para 2014. A ideia é que os veículos façam o mesmo percurso das linhas de metrô no período em que o sistema elas param para manutenção --de 0h às 4h40.

A LDO serve de base para a Lei Orçamentária Anual e o Plano Plurianual. Segundo assessores da prefeitura, no dia 9 haverá na Câmara a apresentação de uma nova versão do Programa de Meta 2013-2016.

Todas as mudanças, de acordo com o poder público, foram feitas com base nas 35 audiências públicas realizadas com a população em abril.


Fonte: Folha de São Paulo, por Eduardo Geraque, 19/07/2013