O secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, disse que o Brasil precisa de um choque de capitalismo. Para ele, os negócios no Brasil viraram em grande parte políticas públicas e se distanciaram do "espírito animal dos empresários".

Ele discursou na abertura do seminário "Emprega Mais". Costa afirmou que tem trabalhado para que a visão de produtividade esteja articulada entre os ministérios. Ao tratar do emprego e produtividade, defendeu principalmente a capacitação do capital humano.

Costa disse que o brasileiro já chegou a ter 40% da produtividade média de um trabalhador americano, mas hoje a taxa é de 24%. "Voltar para isso não devia ser algo tão ambicioso", afirma. "Não queremos inventar a roda. Queremos eliminar o que não funciona e inovar, principalmente na área de capital humano."

Costa destacou a importância de se reduzir barreiras internas de competitividade. Citou como um dos obstáculos aos empresários o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).

A plataforma foi criada em 2014. Por ela empregadores informam ao governo vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, comunicações de acidente de trabalho, aviso prévio, escriturações fiscais e informações sobre FGTS. Costa classifica o eSocial como um "sistema socialista de controle de mão de obra nas empresas" de "complexidade nefasta".

O secretário afirma que já foi um pequeno avanço para atender as empresas, mas que a ideia é acabar com o eSocial e criar um sistema muito mais simples.


Fonte: Valor-Brasil, por Ana Kruger -De Brasília, 12/06/2019