As vendas de imóveis residenciais novos cresceram 41% em abril, na cidade de São Paulo, para 2.541 unidades, na comparação anual, segundo levantamento do Secovi-SP, ainda que a percepção do presidente da entidade, Basílio Jafet, fosse de queda nas visitas aos plantões e redução do ritmo de comercialização no mês. Na comparação com março, o volume vendido caiu 14,9% na capital paulista.

"O mercado imobiliário mostra um certo descolamento dos problemas da economia e começa a atender à demanda reprimida que ficou para trás", afirma o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. "Além disso, o ambiente em Brasília aponta para um certo andamento nas reformas, o que resulta em mais confiança para os empresários", acrescenta Petrucci. Segundo ele, as sinalizações são de que o desempenho dos lançamentos continuou bem em maio.

Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) indicam que os lançamentos de imóveis cresceram 161,1%, em relação a abril de 2018, para 3.136 unidades, e aumentaram 50,7% na comparação com março. No fim de abril, havia 21.150 unidades disponíveis para comercialização, na cidade de São Paulo, o correspondente a 8,3 meses de vendas, se considerado o patamar vendido no mês.

Em abril, o Valor Geral de Vendas (VGV) comercializado foi de R$ 1,076 bilhão, com alta de 22,3%, na comparação anual, mas redução de 13,6% ante março. Os valores foram atualizados pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) de abril.

Nos 12 meses encerrados em abril, houve expansão de 16% nas vendas, ante a média móvel anterior, para 31.700 unidades. Os lançamentos aumentaram 25,4%, para 39.641 unidades na mesma base de comparação.

Para o acumulado de 2019, o Secovi-SP projeta estabilidade nos volumes de lançamentos e vendas e aumento de 5% a 10% no VGV comercializado. "Não vejo razões para o mercado imobiliário não continuar consistente", diz o economista-chefe da entidade.


Fonte: Valor-Empresas, por Chiara Quintão - São Paulo,